UMA HISTÓRIA DE MÚSICA AUTORAL NO SUL DO BRASIL

Foto: Luciana Lee

Estou muito feliz com o resultado obtido por esta banda maravilhosa que consegui reunir de novo. Ricardo Pinoti (de xadrez) na bateria e Luizinho (camiseta clara) no contrabaixo já me acompanham há uns vinte anos em guigs por aí afora e me salvaram de muitas quando precisei. 

Tuca, o guitarrista  (na esquerda), veio de Portugal pra somar. Sabe muito de música afro e jazz e entrou em sintonia fina conosco e agora tudo se tornou fácil ao lado dos melhores. Basta uma olhadela e tudo acontece.... Nunca fui tão feliz ao lado deles! 

Sempre tentei colocar o samba e a mpb em fusão com a formação de trio rockeiro sem perder a latinidade. Me quebrei pesquisando a melhor forma de fazer uma música simples, autêntica e verdadeira. 

Com a minha vida pregressa de músico de baile e rodas de sambas por aí, aprendi e me afinar e observar e assim absorver. Com o Serrote Preto aprendi a agregar inúmeras ideias e músicos em diversas formações e fortalecer a estética, a imagem. Preparei um CD, o Mistura de Crenças - 2010, que considero uma pérola que o mercado não soube absorver. Já o ultimo CDVirtual - ZdoP&ACharanga - 2015, gravado de forma artesanal pela PMPA/SMC, por edital, no Estúdio Geraldo Flach, foi a toque de caixa e bem simplesinho, mas muito aconchegante, no qual me dediquei a gravar alguns temas que me marcaram muito e assim atingi meus objetivos como músico e produtor. 

Foram necessários 25 anos de estrada para descobrir que minha música é assim... de um jeito único! E hoje levo ela de forma medicinal, de cura, um processo ecumênico de apresentação e com muita responsabilidade!

Ainda pretendo crescer muito e submergir nesse universo de executar minhas composições e arranjos loucos, primando pela diferença e autenticidade...  mas farei isso estando vivo dentro dela, pois minha música é artesanal, ecológica, popular e se propõe a ser inebriante.


Muito obrigado às pessoas que sempre me acompanharam, familiares, amigos e fãs!

Gratidão eterna! 

Zé do Pandeiro



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